O livro é passaporte, é bilhete de partida.
Bartolomeu Campos de Queirós

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Guilherme Augusto Araújo Fernandes

Esta linda história é contada na forma de uma comovente narrativa poética, que as crianças vão adorar conhecer.

Autor: Mem Fox
Ilustrações: Julie Vivas
Tradutor: Gilda de Aquino

Sinopse
Este título é o nome do personagem, que era vizinho de um asilo de idosos, todos seus amigos. Mas era de Dona Antônia que ele mais gostava. Quando soube que ela perdera a memória, quis saber o que isso significava e foi perguntar aos outros moradores do asilo. Como resposta, ouve que memória é algo: bem antigo, que faz chorar, faz rir, vale ouro e é quente... Então, monta uma cesta e vai levá-la a Dona Antônia. Quando ela recebe os presentes 'maravilhosos', conchas, marionete, medalha, bola de futebol e um ovo ainda quente, cada um deles lhe devolve a lembrança de belas histórias. 

Os fantásticos livros voadores

Delicada animação sobre a vida que os livros carregam em sim, os quais apenas esperam pela descoberta de cada leitor, para que o universo fantástico que abarcam seja desvelado...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Quando as montanhas conversam

Mais uma sugestão de obra poética de qualidade para trabalhar com as crianças, que acabei de conhecer através da minha orientadora.

Autor: Gloria Kirinus
Ilustrações: Graça Lima
Editora: Paulinas


A imaginação de Gloria Kirinus move montanhas nas tramas da palavra poética, qual ciranda de abraços e cuidados como a vida deve ser — e, quando conversam, as montanhas se inclinam e, até mesmo, dão ensaio a alguns vôos, enquanto o tempo gira seu novelo de cores e vai trocando a paisagem de suas roupas... Montanhas sábias, montanhas silenciosas, mas jamais imóveis ou insensíveis diante dos momentos especiais da criação que valem e velam: um cavalo alado na tela de um pintor, o nascimento de uma criança — a chave encantada do sol em suas mãos, as sementes e as colheitas, os versos que um poeta perde sobre o papel...

É o próprio estado de poesia que Gloria não deixa escapar, neste poema feito de raios luminosos de admiração sobre os instantes da vida, ao despertar simpatias pelo aceno do homem que lentamente se despede do mundo ou quando sete frondosas quedas de água desaparecem da câmara escura de um fotógrafo... Há vagas nestes versos para falarmos da preocupação da autora a respeito de uma ecologia interior — talvez a única capaz de preservar nossa humanidade neste planeta.

Ao presentear os leitores com o segundo título da coleção "Dobrando a Língua", Gloria Kirinus também afirma a irmandade entre as culturas e os anseios ibero-americanos. Seu texto é curiosamente dedicado ao Cerro San Cristóbal que dá contorno ao horizonte da cidade de Lima, no Peru, onde nasceu a autora e vivem seus sobrinhos. A cada página, as estrofes em português e em castelhano surgem justapostas à ilustração, permitindo saltos através do ondulado dos dois idiomas.

Cobrindo a superfície do papel preto com motivos populares, grafismos e massas de cores, Graça Lima aquece as imagens do livro com a densidade/porosidade de giz pastel. Os materiais escolhidos pela ilustradora lhe permitiram tirar bom proveito dos jogos de silhuetas, das sombras e dos contrates brilhantes. Diferentes céus aparecem ora muito acesos, ora coalhados de estrelas. Por vezes, as montanhas parecem estar cobertas por emaranhados padrões de uma colcha imaginária.

Texto de Peter O'Sagae, publicado originalmente em Dobras da Leitura.

Mais:
Leia o artigo A construção do poético em Quando as montanhas conversam, que apresenta uma análise da obra poética.

Site da autora Glória Kirinus.

Blog da ilustradora Graça Lima.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Um pipi choveu aqui

Autor: Sylvia Orthof
Ilustrações: Cláudio Martins
Editora: Global


Este livro conta a história de Pedro-Pedroca que, na sala de aula, está ouvindo a professora dona Carola falar sobre o que é a chuva, água evaporada etc. De repente, ele tem uma imensa vontade de fazer pipi, mas a professora não o deixa sair da sala. O menino tenta, então, usar a teoria da aula e comprovar se seu pipi também vira vapor. Tristonho pela vergonha que passa em aula, expulso devido ao pipi esparramado no chão, Pedroca acaba vingado quando percebe que seu pipi pode ter virado uma enorme chuva para molhar dona Carola.

Conheça mais livros de Sylvia Orthof aqui no blog.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Dez Sacizinhos

Autor: Tatiana Belinky
Ilustrações: Roberto Weigand
Editora: Paulinas


Este livro é uma brincadeira de subtrair sacis. Entre versos e estrofes, dez graciosos sacizinhos desaparecem, um a um, em acidentes como fogo no teatro, ingestão de comida estragada, jejum exagerado, quebra de regras... A Cuca acompanha o desenrolar da história camuflada nas formas e cores intensas do ilustrador Roberto Weigand. Um leitor mais desatento não a notará na ponta do arco-íris (sim, neste livro, o arco-íris tem ponta!) ou acomodada numa cadeira de praia. Assim, quando todos os sacis desaparecem, é ela que os traz de volta, sãos e salvos, para que autora e ilustrador instiguem o leitor a continuar a brincadeira.

Mais:
Site do ilustrador.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Monteiro Lobato

Toda criança deveria ter o direito de conhecer a obra desse gênio da literatura infantil...


A seguir, algumas das obras mais conhecidas de Monteiro Lobato, todas da editora Globo, com ilustrações de Paulo Borges.

Reinações de Narizinho (1931) - volumes 1 e 2


Clássico da literatura infantil que vem atravessando gerações, o livro Reinações de Narizinho reúne seis das onze histórias que começaram a ser escritas por Monteiro Lobato, em 1920, e levaram cerca de uma década para ficarem prontas.

Neste livro Narizinho, a neta de Dona Benta, visita o Reino das Águas Claras e leva com ela a boneca de pano Emília. Com a chegada de Pedrinho, o primo da menina do nariz arrebitado que veio passar férias no Sítio do Picapau Amarelo, as reinações de Narizinho ficam ainda melhores. As crianças se divertem fazendo o Visconde com um sabugo de milho e planejando o casamento de Emília com o leitão Rabicó.


Este livro reúne cinco histórias de Monteiro Lobato que dão continuidade às aventuras no Sítio do Picapau Amarelo. Desta vez, Emília, Narizinho e Pedrinho recebem a visita de personagens como Cinderela, Branca de Neve e Pequeno Polegar. Também chega ao Sítio o Peninha, garoto invisível que trouxe no bolso algo que mudou a rotina dos netos de Dona Benta, o incrível pó de pirlimpimpim. Com esse pó mágico a turma do Sítio viaja para o Mundo das Maravilhas. Lá eles conhecem os fabulistas Esopo e La Fontaine e resgatam o Burro Falante que vai morar no Sítio.


Download do livro aqui.

Caçadas de Pedrinho (1933)


Onças, veados, jaguatiricas, tatus, gaviões, besouros cascudos e até um rinoceronte fugido de um circo passeiam pelas páginas do livro Caçadas de Pedrinho, escrito por Monteiro Lobato em 1933. Nessa história, Pedrinho e uma expedição formada por Narizinho, Emília, Rabicó e Visconde de Sabugosa vão à caça de uma onça-pintada escondida na mata fechada do capoeirão de taquaraçus perto do Sítio do Picapau Amarelo. Com muita valentia e um pouco de medo, a turma arma a maior confusão entre os animais silvestres e se aventura numa caçada arriscada, divertida e cheia de surpresas.


Download do livro aqui.

A Reforma da Natureza (1939)


Para Emília, o mundo está todo errado. Ela não entende por que a jabuticaba, uma fruta tão pequena, dá em árvores gigantescas e abóboras imensas nascem em pés esparramados pelo chão. Em A reforma da natureza, a boneca de pano decide reformar cientificamente plantas, animais e insetos e causa muitos problemas ao desrespeitar o equilíbrio do meio ambiente.


Download do livro aqui.

A chave do tamanho (1942)


Numa época em que os adultos não costumavam conversar assuntos sérios com as crianças, Lobato fala sobre a guerra com o público infantil neste livro que se tornou um de seus grandes sucessos.

Nessa história, Dona Benta e a Turma do Sítio do Picapau Amarelo estão muito preocupados com as notícias que chegam pelo rádio e pelos jornais e relatam os bombardeios e as mortes causadas pela segunda guerra mundial. Escondida de todos, Emília resolve dar um jeito na situação e depois sai pelo mundo enfrentando perigos e fazendo descobertas.


Download do livro aqui.

Peter Pan (1936)


Depois de o Gato Félix afirmar, em “Reinações de Narizinho”, que o palhaço que havia desaparecido fora raptado por Peter Pan, todos ficaram na dúvida de quem seria esse menino. Ninguém sabia. Nem Dona Benta, que tratou de encomendar um livro chamado “Peter Pan and Wendy”, do inglês J. M. Barrie, em uma livraria de São Paulo para descobrir de quem se tratava.

A famosa história do “menino que não queria crescer” é contada aqui por Dona Benta para turma do Sítio do Picapau Amarelo. Enquanto todos ouvem a história, a sombra da Tia Nastácia começa a desaparecer, do mesmo jeito que acontece no livro. Agora, além de conhecer todas as aventuras vividas por Peter Pan, a Turma também quer encontrar o autor do desaparecimento da sombra da cozinheira do Sítio.

Este livro é um dos clássicos da literatura infantil que Lobato adaptou para o universo do Sítio do Picapau Amarelo.


Emília no País da Gramática (1936)


Este livro conta a viagem que Pedrinho, Narizinho, Visconde, Quindim e Emília fazem até o País da Gramática. Lá eles aprendem a língua portuguesa de um jeito muito divertido, usando a imaginação e a criatividade. Desse modo, ficam sabendo sobre a origem e o significado das palavras e como escrevê-las corretamente, formando frases coerentes e coesas.
Como o livro foi lançado pela primeira vez em 1934, muitas regras e conceitos gramaticais antigos foram atualizados e comentados.


Download do livro aqui.

O Saci (1932)


Este livro de Monteiro Lobato narra mais uma temporada de férias de Pedrinho. O valente neto de Dona Benta vai ao Sítio do Picapau Amarelo em busca de novas aventuras e resolve caçar um Saci. Depois de capturar o mais famoso personagem do folclore brasileiro, Pedrinho faz um trato com o Saci e os dois se tornam amigos inseparáveis, participando juntos de aventuras incríveis.


Download do livro aqui.

Os doze trabalho de Hércules (1944)


Depois de conhecer Hércules em um trecho de O Minotauro – uma das muitas histórias que Dona Benta contou para os seus netos-, Pedrinho fica entusiasmado com as proezas do herói e convence a turma do Sítio do Picapau Amarelo a partir em uma aventura pela Grécia Antiga.

Um pouco de pó de pirlimpimpim, um, dois, três e... lá vão eles! Emília, o Visconde de Sabugosa e Pedrinho voltam mais de 2 mil anos ao passado bem a tempo de ajudar Hércules em sua primeira tarefa: combater o terrível Leão de Nemeia. Se os heróis da mitologia grega achavam que conheciam de tudo é porque ainda não tinham visto esta boneca de pano muito da sabichona, acompanhada de um sabugo de milho fidalgo e um garoto curioso e valente.

A aventura com o Leão, no entanto, é apenas a primeira tarefa terrível que Hércules tem para realizar, obrigado a enfrentar doze trabalhos. Hércules ainda teria que combater com a Hidra de Lerna, a Corça dos Pés de Bronze, o Javali de Erimanto, passar pela provação das Cavalariças de Áugias, combater as aves do lago de Estinfale e o Touro de Creta. Tudo com a ajuda “intelectual” de Emília, Pedrinho e do Visconde, já que – se tinha músculos e coragem de sobra – o semideus não era lá muito esperto.

Publicado pela primeira vez há mais de 60 anos, o livro faz parte de uma coleção de Monteiro Lobato que adapta contos de fadas e clássicos da literatura para as crianças. É uma maneira divertida de conhecer as lendas gregas, numa edição com ilustrações em aquarela de Cris Eich.


Download do livro aqui.

Dom Quixote das crianças (1936)
Ilustrações: Camilo Riani


As famosas aventuras de D. Quixote de la Mancha e de seu gordo escudeiro, Sancho, são aqui contadas por dona Benta, naquele modo de contar histórias que é só dela. Emília entusiasma-se com o herói e em certo momento resolve imitá-lo - e armada dum cabo de vassoura, feito lança, investe contra as galinhas do quintal. E tantas faz, que tia Nastácia teve que agarrá-la e prendê-la numa gaiola, como aconteceu com o herói da Mancha na sua loucura...

Dom Quixote das crianças - em quadrinhos


Livro baseado na obra Dom Quixote das Crianças, de Monteiro Lobato, traz as melhores aventuras do cavaleiro andante, contadas por Dona Benta, na versão em quadrinhos. Tudo começa com uma travessura da Emília, que encontra o livro Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes, na biblioteca do Sítio. Curiosa, a boneca de pano se interessa tanto pela obra que pede que Dona Benta conte a história de Dom Quixote para ela, Pedrinho e Narizinho. Nas páginas finais, o leitor encontra textos com informações interessantes a respeito da obra original, da vida de Miguel de Cervantes e da versão de Lobato para as crianças.


Download do livro aqui.

Assista a mais um vídeo em defesa da obra de Monteiro Lobato, com a professora Marisa Lajolo.


Imagens dos livros originais disponíveis no site da editora Globo.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Ilan Brenman

Com a palavra, o autor


A seguir, um pouco da obra do autor.

Até as princesas soltam pum
Autor: Ilan Brenman  
Ilustrador: Ionit Zilberman  
Editora: Brinque-Book


Laura é uma garotinha (como toda criança) bem curiosa e uma das questões que mais a intriga (e a seus colegas de escola também) é saber se as princesas soltam ou não pum. Ela recorre ao pai para esclarecer a dúvida tão pertubadora, que, por sua vez, recorre ao antigo "livro secreto das princesas" e, com ele, a confirmação "sim, Cinderela, Branca de Neve e até a Pequena Sereia sempre soltaram pum!". Mesmo diante da realidade, Laura sabe que as princesas dos contos de fadas continuam a ser as mais lindas princesas...

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MÃENHÊ!
Ilustrador: Guilherme Karsten
Editora: Brinque-Book

Todo dia era a mesma gritaria - Mãenhê!. A mãe não aguentava mais os dois filhos a chamando por qualquer motivo. Então, resolveu bolar um plano para que isso parasse.

Meu filho Pato e outros contos sobre aquilo que ninguém quer falar
Ilustrador: Rafael Antón
Editora: Companhia das Letrinhas


Ao longo do seu desenvolvimento, toda criança vivencia situações de perda - como quando muda de casa, quando nascem os irmãos, quando adoece ou morre um ente querido -, que podem gerar sentimentos e reações fortes. Se esses momentos representam vivências difíceis, por outro lado podem nos ajudar a crescer. Para que as crianças possam enfrentar esses desafios é muito importante que consigam expressar seus sentimentos, em conversas e brincadeiras ou através de histórias ficcionais. Pensando na dificuldade que muitos adultos têm em falar com seus filhos sobre a morte, o escritor e a equipe de psicólogas do Instituto 4 Estações, especializadas em lidar com situações de perda, resolveram convidar seis escritores para criar histórias para os pequenos sobre esse assunto, resultando em um livro variando em estilos - contos de humor, outros mais tristes, um mais psicodélico, cordel e poesia - quanto em conteúdo - muitas possibilidades para que as crianças possam falar sobre a morte e entendê-la como um fenômeno inerente à vida.

Pai, todos os animais soltam pum?
Editora: Brinque-Book
Ilustrador: Ionit Zilberman


O livro conta a história de Laura, uma menina inusitada, bem-humorada e inteligente que adora fazer perguntas ao seu pai 'quase sabe-tudo'.

Veja a apresentação do livro:


O livro da com-fusão - contos de fadas
Editora: Melhoramentos


Nesta obra, o autor faz fusões com os nomes dos personagens de contos de fadas (Rapunzel, Branca de Neve, Lobo, entre outros), juntando a primeira sílaba de um personagem, com a última sílaba do outro, criando, assim, nomes diferentes, tais como - Cinpo, resultado da fusão de Cinderela e Sapo.

As 14 Pérolas Budistas
Ilustrador: Ionit Brenman


Num templo budista, um monge queria alcançar a iluminação o mais rápido possível. Para isso, meditava mais que os outros, recitava mantras sem parar e jejuava mais do que o necessário. Com o passar do tempo, o jovem foi emagrecendo, seu aspecto era terrível, mas mesmo assim, continuava suas práticas sem esmorecer.

Fez parte do catálogo para feira internacional de Bolonha - 2011: FNLIJ´S Selection / 48th Bologna Children´s Book Fair 2011
Selo Altamente Recomendável pelo FNLIJ

O livro da com-fusão
Editora: Melhoramentos


Nesta obra, os autores começaram a fundir palavras e imagens, criando uma brincadeira que visa a estimular as crianças que estão aprendendo a ler a entrar no mundo da leitura.

Acervo do PNBE 2010

As 14 Pérolas da Índia
Ilustrador: Ionit Zilberman
Editora: Brinque-Book


A antiga cultura indiana foi o berço de muitas religiões, filosofias e, principalmente, narrativas sábias. Neste livro, o autor procura aproximar os leitores desta cultura, que busca expressar a essência humana, em 14 contos.

Fez parte do catálogo para feira internacional de Bolonha - 2009: FNLIJ´S Selection / 46th Bologna Children´s Book Fair 2009 
Selo Altamente Recomendável pelo FNLIJ

O pó do crescimento
Ilustrador: Suppa
Editora: WMF Martins Fontes


André, um menino muito pobre, um dia salvou uma tartaruga e ganhou dela um pó mágico. Com ele adquiriu o poder de plantar árvore de tudo que era coisa - de sapato, de pente e escova, de brinquedo e até de lasanha.

Conheça mais o trabalho de:

Um homem no sótão

Autor: Ricardo Azevedo
Editora: Ática


Este livro é uma edição reformulada, com novo projeto gráfico e novas ilustrações. Era publicado pela Melhoramentos e agora pela Ática.

Um homem no sótão é um escritor de contos para crianças que vive recluso escrevendo histórias inclusive aos sábados, domingos e feriados. Ao iniciar um conto sobre a raposa que iria comer os patinhos, a própria raposa salta de sua cabeça para se rebelar e questionar o seu papel sempre de vilã. Mostra que é carnívora e portanto gosta mesmo de carne. Também os patinhos vêm em sua defesa mostrando que eles também não são santos, comem minhocas, peixinhos e besouros. O escritor fica confuso diante da rebeldia de seus personagens, iniciando outra história. Novamente seus personagens se materializam e discutem seus papéis. Agora é a vez da princesa e do sapo.

Os escritor, cansado e frustrado de suas histórias que não se completam, resolve tirar férias e eis que ao retornar cheio de fôlego faz seu novo conto, tentando mudar o papel de uma bruxa tornando-a boa. Mas não agradou, e a bruxa surge revoltadíssima: “Com ordem de quem você teve a coragem de inventar que sou boa e que isso e aquilo? Hein?” Depois de mil confusões, surgem também furiosos os anõezinhos dizendo: “Essa velha é uma praga” “até a polícia anda atrás dela! Você foi louco de escrever que ela é uma santinha”.

Assim, o escritor entra em depressão profunda e não escreve mais, nem sai de sua cama. Até que um dia, ao sair da depressão e passear pelas ruas, volta ao seu sótão e escreve uma nova história que é o relato desses últimos acontecimentos de sua vida misturado à ficção de seus personagens. As ilustrações, feitas pelo próprio autor, são bonitas, entram de maneira inusitada pelas páginas, como quando o personagem principal desaba no chão e vê-se apenas suas pernas esticadas. Vários elementos do sótão ficam espalhados pelas páginas, sapatos, o cachimbo do escritor e algumas baratinhas, representando bem o momento de criação em que a pessoa fica completamente envolvida e o mundo em volta esquecido, uma confusão.

Há também um detalhe: o livro tem a numeração das páginas de trás para frente começando pela página 57, já que o fim do livro remete para o início, sugerindo uma circularidade narrativa. (Carla Caruso apud Bibliografia Brasileira de Literatura Infantil e Juvenil – São Paulo – V.12 – P. 1-332 – 2001 Biblioteca Infanto-Juvenil Monteiro Lobato)

Prêmio Banco Noroeste/Bienal do Livro (melhor texto infantil), 1982 Menção honrosa na Bienal de Ilustração de Bratislava (Checoslováquia), 1983



Edição antiga, da Melhoramentos


Fontes: Site do autor e da editora.

O Rei Borboleta

Autor: Dionísio Jacob
Ilustrações: Ionit Zilberman
Editora: Scipione


Mário Meira, o famoso colecionador de borboletas, um dia resolve sair em busca da única espécie que falta em sua coleção, a raríssima Borboleta Imperial Randômica. Essa espécie é encontrada apenas na distante e exótica ilha de Mirabela, para onde também parte Afrânio Passoca, seu maior rival. Na ilha, Mário vai viver uma experiência fantástica e surpreendente, que mudará definitivamente sua vida.

vôo

mágica

 o rei borboleta

jacarés

captura

Mais:
Conheça outras histórias ilustradas por Ionit Zilberman aqui no blog.
Veja mais imagens do primoroso trabalho da ilustradora.
Acesse o site do autor.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Tempo de voo

Autor: Bartolomeu Campos de Queirós
Ilustrações: Alfonso Ruano
Editora: SM


Muitos filósofos, matemáticos, físicos e poetas elegem o tempo como material de investigação em suas obras. Em Tempo de voo, Bartolomeu Campos de Queirós também resolveu se debruçar sobre este tema pouco palpável e tão enigmático. A partir do diálogo entre um homem e um menino, o autor proporciona ao jovem leitor a reflexão não apenas sobre a passagem do tempo, como também sobre a infância e o envelhecimento, sobre a memória e os sonhos, sobre a fantasia e a realidade, sobre a vida e a morte.

O grande protagonista do livro, entretanto, é mesmo o tempo, que assume várias formas: ele é invisível, mas tem mãos, barriga, coração e pés de galinha; é ligeiro e intocável, insone e aventureiro, frágil e amedrontador; é fio, é flor, é relógio, é sol; ele faz cócegas, desbota as asas da borboleta, dá presentes, morde e assopra; e é também amigo e terno, embora tenha seus caprichos. São inúmeras as metáforas usadas pelo autor para descrever o tempo, este senhor tão bonito.

Inspiradas no surrealismo, vanguarda artística do início do século XX, as impressionantes ilustrações de Alfonso Ruano acompanham o clima do texto. Elas remetem a um mundo fantástico e onírico, onde pontos de interrogação flutuam, uma casa-cérebro inflável destaca-se na paisagem desértica, os personagens se transmutam, um copo d’água gera uma nuvem, entre muitas outras imagens do inconsciente. O tempo, o sonho, a experiência, a ingenuidade, o velho e o novo se amalgamam irremediavelmente provocando no leitor uma sensação de estranhamento permanente.

Prêmio Glória Pondé, concedido pela Biblioteca Nacional a obras infantis e juvenis

Assista ao escritor e poeta Bartolomeu Campos de Queirós lendo o Manifesto por um Brasil literário e falando sobre a importância da leitura da literatura:


Mais:

Sylvia Orthof

Detalharei apenas algumas dentre tantas obras da autora. 

A viagem de um barquinho
Editora: Moderna
Ilustrações: Eduardo Albini



O menino Chico Eduardo construiu um barquinho de papel. Em um rio feito de um longo trapo azul, o barquinho saiu navegando. De repente, cadê o barquinho? Este é um convite para uma viagem encantada.

Propostas de atividades com o livro.

A Vaca Mimosa e a Mosca Zenilda
Ilustrações: Gê Orthof
Editora: Ática



A história de uma vaca que, cansada de ser perturbada por uma mosca, acaba por engoli-la. Mas a mosca, que não se cansa, mesmo dentro do intestino continua a alvoroçar. Até que como um tufão, ou melhor, um furacão, acaba achando a saída e escapa em forma de um pum.

Prêmio Jabuti de Literatura, da Câmara Brasileira do Livro, na categoria Literatura infantil

Faça download do livro.

Os bichos que tive (memórias zoológicas)
Editora: Salamandra
Ilustrações: Gê Orthof
Editora: Salamandra



Rã, coelho, gato, cachorro e até bicho-de-pé. Todos eles já foram "animais de estimação" da menina Sylvia. Ao recordar sua infância, a autora relata as alegrias, os problemas e muitas surpresas na convivência diária com alguns "bichinhos". Até mesmo um ser imaginário, o bicho-papão, ganha uma história só para ele.


Prêmio de melhor livro infantil do ano da Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA 
Prêmio de melhor livro para a criança da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil - FNLIJ.

O sapato que miava
Ilustrações: Ivan Zigg
Editora: FTD



Dona Velha morava numa casa velha e tinha um gato que dormia em seu sapato. Certo dia ela foi à feira e, distraída, calçou o sapato com o gato dentro, que miava todo esmagado. Ao passar por um Velho simpático, que passeava com seu cachorro, formou-se a confusão: o cachorro do Velho saiu correndo atrás do sapato da Velha, que fugiu muito assustado. E agora?

Prêmio de Jornalismo da Abril

Ponto de tecer poesia
Ilustrações: Tatiana Paiva
Editora: FTD



Nesse livro, Sylvia Orthof traz 25 poesias que tratam do próprio ato de criá-las. A organização dos textos se dá a partir da reflexão sobre o fazer literário e das metáforas, que se entrelaçam e são construídas como uma delicada atividade.

Ao elaborar cada verso, a autora se inspirou em Penélope, personagem da mitologia grega. Sylvia se compara à personagem em seu trabalho, tecendo seus versos com uma agulha mágica.

Prêmio Odylo da Costa Filho, da FNLIJ

O Cavalo Transparente
Editora: FTD
Ilustrações: TATO



Carmelita perdeu seu vidrinho, onde guardava toda a tristeza do mundo. Com a ajuda de Montaria e seu cavalo transparente, andaram sobre as ondas do mar, passaram pela Gruta dos Ecos, falaram com a ilha deserta e viveram inúmeros mistérios até descobrirem que quem havia roubado o vidrinho jogou o conteúdo no mar, espalhando toda a tristeza pelo mundo afora e deixando a água com gosto de lágrima.

Quem roubou meu futuro?
Ilustrações: Júlio Fischer
Editora: Atual



Valéria e sua turma do colégio resolvem fazer uma peça de teatro que fale da realidade deles. Pensam em encenar o diário de Valéria, mas acabam encontrando um texto muito interessante sobre o Brasil e o futuro que espera por eles, contextualizando suas inseguranças adolescentes na situação de um país economicamente instável. 


Temas para atividades 
Geografia: a situação socioeconômica do país e seus efeitos sobre os jovens;
Artes: o teatro como forma de reflexão sobre a realidade;
Artes: a peça representada pelas personagens é independente da trama do diário, podendo ser encenada pelos alunos; o texto é reproduzido integralmente, com orientações para a encenação.

Eu Chovo, Tu Choves, Ele Chove
Editora: Objetiva



O texto de uma das peças mais premiadas de Sylvia Orthof

Um clássico da dramaturgia infantil que pode ser montado em casa, na sala de aula e onde mais a imaginação mandar. Basta seguir as lições desta grande autora: simplicidade e criatividade. Quer ver? Com um guarda-chuva, algumas tocas de banho, pedaços de plástico azul e baldinhos de conchas se constrói o mundo mágico de Sylvia Orthof. Eu chovo, tu choves, ele chove – uma de suas peças mais premiadas – é um exemplo de que como é fácil fazer chover boas idéias.

Com seu texto ágil e divertido, Sylvia faz um delicioso e bem humorado elogio à liberdade. De uma forma absolutamente original, a autora nos mostra como um simples pingo de chuva pode subverter a ordem estabelecida e transformar a vida numa grande aventura.

Um chuveiro mandão, uma sereia perua, um ovo mudo que aprende a falar de repente, uma ova muito prendada e um pingo de chuva atrapalhado. Tudo pode acontecer quando essa turma do barulho se encontra. O chuveiro pode perder o reinado e a sereia, a pose. O ovo pode virar um belo príncipe e a ova, uma princesa. No mundo de Sylvia Orthof não há limites para imaginação.

Divirta-se com esta história surpreendente, onde os objetos e as palavras mais banais do dia-a-dia ganham vida própria e se transformam em elementos banhados de pura magia.

Na apresentação do livro, Ana Maria Machado destaca que "um espírito livre e independente como o de Sylvia Orthof jamais se esqueceria das circunstâncias históricas do mundo em que vivia. O espetáculo pode ser lindo, alegre, musical e divertido. Mas a irreverência dela não é gratuita e a sua crítica tem alvo certo: o autoritarismo dos manda-chuvas."

Se as coisas fossem mães
Ilustrações: Ana Raquel
Editora: Nova Fronteira



Como seria se a Lua fosse mãe? E se a cadeira fosse mãe, quem seriam seus filhinhos? Esta é a temática deste belo livro em que Sylvia Orthof expõe de forma simples e singela o conceito de mãe, expandindo-o aos objetos que nos cercam no cotidiano.

A limpeza de Teresa
Ilustrações: Sonia Maria de Souza
Editora: Ática



Com texto rimado e engraçado, a gente acompanha Teresa até Veneza com sua mania de limpeza.

Maria vai com as outras
Editora: Ática



A ovelha Maria ia sempre com as outras. Um dia ela resolveu trilhar seus próprios caminhos.
Uxa, Ora Fada, Ora Bruxa
Ilustrações: Tato
Editora: Nova Fronteira



Uxa é uma personagem diferente. Ela é uma bruxa que não vive só de maldades: tem momentos de doçura e gentileza, como todo ser humano. 

Prêmio "O melhor para a criança", da FNLIJ, selecionado para os programas Salas de Leitura, da FNDE, Cantinho de Leitura

Fraca fracola, galinha d'angola
Ilustrações: Tato
Editora: Ática



Madame D'Angola é uma galinha hipocondríaca, que vive se queixando, mancando e espirrando.
Pertubar é com ela mesmo, pois ela consegue deixar todos os moradores do galinheiro zangados!



"Orthofeando"...
Durante as minhas pesquisas, encontre o blog da Companhia de Teatro Livro Aberto, que encena pelo Brasil a linda obra de Sylvia Orthof. 


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